sexta-feira, 27 de maio de 2011

UNIR


Um centro de difusão de Cultura Musical, com a respeitabilidade dos 50 anos da Academia de Música de Espinho, deve ser um local agradável e inspirador, onde docentes/músicos convivem e dialogam na riqueza da sua actividade artístico-pedagógica, cumprindo com entusiasmo e competência a sua missão de escola e de agente musical na Cidade, no Concelho, na Região e no País. Para que de facto assim seja, é decisivo dignificar o Corpo Docente e pacificar a vida da Academia.

Na verdade, esta candidatura assenta na convicção de que a qualidade do serviço que prestamos aos nossos Alunos, a todos os Associados e à Comunidade tem de ser defendida e acarinhada. Com o vosso apoio, temos razões para acreditar que esse desafio vale a pena. É por isso muito importante travar a degradação das condições de trabalho e das relações humanas na nossa escola, e elevar a competência e a sensibilidade musical e didáctica da sua direcção, em detrimento de uma gestão mais impessoal e burocrática. Parece-nos que só desse modo respeitaremos o património artístico, pedagógico e afectivo da Academia, pacientemente construído a partir de sucessos e de dificuldades, partilhados por gerações de professores.

Esse património afectivo não é compatível com práticas que se têm acentuado nos últimos anos. Disso dão conta factos que, infelizmente, falam por si. Uns são mais conhecidos do que outros. Por isso resumimo-los no ponto seguinte, para que se possa fazer um juízo informado sobre a nossa candidatura.
O património afectivo de uma escola é o aspecto central da sua coesão. É ao ambiente saudável de partilha que uma escola vai buscar ânimo para enfrentar dificuldades, e entusiasmo para realizar novas ideias. Por isso, romper com esse património, introduzindo práticas baseadas no conflito, compromete a coesão da nossa escola. Para bem dos nossos alunos, os professores precisam de ser acarinhados.

Mas a coesão da nossa escola não se faz apenas com aqueles que nela trabalham – faz-se também com a comunidade que a procura e a que presta um serviço valioso. Daí que a comunicação com os pais deva ser melhorada. Precisamos de uma direcção que consulte os pais e considere seriamente os problemas que apresentam. Para isso, é muito importante que sejam estabelecidas formas regulares de comunicação entre a direcção da escola e os pais. Teremos assim pais presentes na vida da nossa escola, mas também pais sensibilizados para as características especiais do ensino da música.

Se, para bem dos nossos alunos, os professores precisam de ser acarinhados, é igualmente verdade que os pais precisam de ser ouvidos e esclarecidos. UNIR é a ideia que nos move.

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