sábado, 28 de maio de 2011

“UNIR Alunos, Professores e Pais na ACADEMIA”

Lista A para a Eleição do Conselho Pedagógico

Lista U (Unir) para a Eleição na Assembleia Geral



A equipa da lista A, a escassos dias da eleição dos três professores para o Conselho Directivo (no Conselho Pedagógico do dia 30 de Maio) e dos dois representantes dos sócios no Conselho Directivo e da totalidade do Conselho Fiscal e Mesa da Assembleia Geral (em Assembleia Geral de Sócios, dia 31 de Maio), vem informar os professores e os sócios da Academia do seguinte:



A – Atropelos a um normal período pré-eleitoral

1 – Este período pré-eleitoral foi caracterizado por atropelos a uma normal disputa eleitoral, nomeadamente pela pressão exercida através da Secretaria da AME sobre professores, e também pela violação do dever de neutralidade estabelecido na lei geral, uma vez que os recursos da Academia (telefones e tempo de trabalho das funcionárias) foram usados em benefício da lista apresentada pelo actual Conselho Directivo. Esta conduta manteve-se mesmo após a nossa lista ter advertido a actual direcção de que o dever de neutralidade estava a ser violado.

2 – As regras que presidiram à apresentação e divulgação das listas foram alteradas em plena campanha, criando dificuldades na formação da própria lista e na divulgação do programa de acção. Exemplo desta prática é a mudança da letra atribuída às listas na eleição do Conselho Pedagógico (lista A) e da Assembleia Geral (onde a mesma lista, na sua totalidade, já terá a denominação de lista U).

2 – O mais sério atropelo foi a manipulação dos Estatutos pelo actual presidente do Conselho Directivo, nomeadamente, retirando aos professores a sua qualidade de sócios, inscrevendo como associados os elementos dos Corpos Gerentes que quis recandidatar, negando essa qualidade a outros que quis afastar, e criando ainda datas arbitrárias de limite de atraso de pagamento de cotas, antes do fecho dos cadernos eleitorais à data da convocatória da Assembleia Geral. Retirou-se assim dos cadernos eleitorais da Assembleia Geral os professores da AME, a quase totalidade dos elementos do Coro “Amigos da Academia” e elementos dos Corpos Sociais que o Presidente do CD não quis recandidatar.

3 – O facto de se retirar a qualidade de sócio aos professores contraria, pela primeira vez, todo o entendimento havido desde a entrada em vigor dos actuais estatutos (31 de Janeiro de 1986): durante todos estes anos foram feitos sucessivos apelos à presença dos professores nas Assembleias Gerais; na lista de presenças assinada pelos sócios, sempre constou o nome de todos os docentes da Academia e as respectivas assinaturas dos presentes, incluindo os professores dos sucessivos conselhos directivos; os professores que integraram o Coro “Amigos da Academia” foram também dispensados da sua inscrição como associados (condição de entrada no Coro), uma vez que sempre se lhes reconheceu essa qualidade.

4 – A recusa da qualidade de sócio aos elementos que, ao longo de vários mandatos, foram ocupando os diferentes órgãos sociais da Academia e que o Conselho Directivo não quis recandidatar incluiu, para além dos docentes que passaram pelo Conselho Directivo, o Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral, professor Fausto Neves, e os elementos do Conselho Fiscal, alguns deles nessa função desde a entrada em vigor dos estatutos, data bem anterior ao ingresso como professor na Academia do actual presidente do CD.



B – A Lista

Apesar das garantias dadas pelo Presidente da Assembleia Geral de que seria mantida, por razões éticas, a qualidade de sócio ao Vice-Presidente da Assembleia Geral, professor Fausto Neves, esta lista percebeu que tem de jogar um jogo em que as regras são mantidas ou mudadas, ao sabor dos interesses de um dos lados. Usando da máxima prudência, e tentando não dar qualquer motivo de impugnação da eleição da nossa lista, decidimos:



1 – Não apresentar na lista o nome do professor Fausto Neves.

2 – No caso da eleição da nossa lista, convidar o professor Fausto Neves a assumir a Direcção Pedagógica da Academia, funções para que já se disponibilizou a tempo inteiro (ver anterior e-mail).



Assim, a lista a apresentar à Assembleia Geral da Academia, na totalidade dos seus órgãos sociais, será composta por:



Conselho Directivo
Elementos a eleger pelos professores da AME:

Ana Paula Fernandes

Ricardo Lameiro

Sandra Almeida

Associados a eleger na Assembleia Geral:

Faustino Vaz

Fátima Silveira



Conselho Fiscal

Cristina Ferreira

Alexandre Sousa

António Pais



Mesa da Assembleia Geral

(comum às duas listas)

Amadeu Morais

Rui Lacerda

Mário Augusto





C – UNIR Alunos, Professores e Pais na ACADEMIA

Pomos à vossa consideração a nossa lista e o respectivo programa de acção, já apresentado no e-mail anterior (e que estamos a tentar afixar no átrio da Escola, até agora sem resposta à nossa solicitação!).

Temos recebido o apoio de um grande número de encarregados de educação que partilham connosco a necessidade de mudança. Os episódios que rechearam este período eleitoral dão força a esta ideia. Para além do programa que defendemos para a vida pedagógica da escola (no ramo vocacional, no ramo de educação musical genérica e na acção na comunidade), apelamos ao bom senso e à dignidade de professores e associados, reconhecida pelos estatutos da Academia.

Pelo voto, todos podemos UNIR a ACADEMIA e vencer o clima de desconfiança, se não mesmo de medo, que a ameaça.



A equipa da lista A

sexta-feira, 27 de maio de 2011

LISTA A / U - “UNIR Professores, Alunos e Pais na ACADEMIA”


LISTA A / U
“UNIR Professores, Alunos e Pais na ACADEMIA”

Caros Colegas,
Na passada sexta-feira, dia 13 de Maio, entregámos nos serviços administrativos da escola uma lista, contendo os nomes de 3 professores, candidatos ao Conselho Directivo da Academia de Música de Espinho, a serem eleitos pelo Conselho Pedagógico, convocado para o dia 30 de Maio próximo.
Com a sua apresentação, o que vos propomos é um novo rumo para a Academia de Música de Espinho.
Não deixamos de realçar a confiança que os Estatutos da Associação depositam sobre o Corpo Docente, ao conferir-lhe o direito de eleição da maioria dos elementos do Conselho Directivo – 3 professores, aos quais se juntarão 2 associados, a eleger na Assembleia Geral a 31 de Maio –, certos da grande responsabilidade que todos saberemos assumir nesta importante escolha.

I – PROFESSORES CANDIDATOS AO CONSELHO DIRECTIVO:

ANA PAULA FERNANDES
Nascida em Matosinhos, iniciou os seus estudos de piano com Maria Helena Galante na Escola de Música Óscar da Silva, onde foi bolseira da Câmara Municipal de Matosinhos.
Em 1999 concluiu a Licenciatura na Universidade de Aveiro na classe de Vitaly Dotsenko (piano). Realizou estágio profissionalizante no Conservatório de Música de Coimbra, nas disciplinas de Piano e Formação Musical, sob orientação de Rita Dourado e Álvaro Teixeira Lopes.
Frequentou Cursos de Técnica e Interpretação Pianística com Jaime Mota, Álvaro Teixeira Lopes, José Carlos Amaral e Jorge Moyano; Seminários de Técnica e Pedagogia Pianística com Fausto Neves; Cursos de Formação: “ A Motivação na Aprendizagem da Música” e “ A Aprendizagem de Música pelas Crianças” com
Francisco Cardoso.
Colaborou, a nível musical, com escolas do Ensino Pré-Escolar e 1o Ciclo na realização de projectos escolares. Desde 1999 exerce funções docentes na Academia de Música de Espinho (piano) e Escola de Música de Leça da Palmeira (piano, formação musical e área de projecto). Apresenta regularmente alunos a Concursos internos e externos, e tem alunos premiados nos Concursos de
Piano: Marília Rocha, Florinda Santos e Sta Cecília.




RICARDO LAMEIRO
Iniciou os seus estudos musicais na Sociedade Musical Alvarense, tendo continuado os seus estudos no Conservatório de Música de Águeda em Clarinete com Osvaldo Lemos e Carlos Marques, e em fagote com Pedro Silva.
Posteriormente na ESMAE, estudou Fagote com o Professor Hugues Kesteman e contrafagote com Robert Glassburner. Participou também no Programa ERASMUS, da UE, estudando com Pierre Olivier Martens na Escola Superior de Música de Gent.
Terminou em 2010 o mestrado em música para o ensino vocacional da Universidade de Aveiro.
Frequentou master-classes orientadas por Hugues Kesteman, Pierre Olivier Martens, Rui Lopes, Giorgio Mandolesi e Ovidio Danzi.
Participou pontualmente na Orquestra do Norte, Orquestra da Póvoa do Varzim, Orquestra Clássica do Centro e Orquestra de câmara do Minho. Colabora  frequentemente com a Orquestra Filarmonia das Beiras. Teve a oportunidade de trabalhar com maestros como: António Saiote, Henk Guittart, António
Vassalo Lourenço, Pedro Neves, Dirk Brossé, Octavio Mas Arocas, Jan Cober, Robert Severnikas, Yuri Nasushkin, Ernst Schelle, José Ferreira Lobo e Cesário Costa.
Leccionou na Escola de Música da Póvoa do Varzim, Escola de Música de Perosinho e Conservatório de Música de Águeda. Actualmente
Lecciona na Escola de Música da Banda de Melres, Academia de Música de Espinho e no Conservatório de Música de Coimbra.


SANDRA ALMEIDA
Iniciou os estudos musicais aos oito anos de idade com a professora Marília Rocha, tendo terminado o Curso Complementar de Piano com a professora Isabel Rocha, no Conservatório de Música do Porto.
Posteriormente, ingressou na Universidade de Aveiro, tendo concluído a Licenciatura em Ensino de Música – variante de Piano –, em 2000, tendo trabalhado com os professores Álvaro Teixeira Lopes e Helena Sá e Costa. Frequentou Cursos de Aperfeiçoamento Pianístico orientados por Álvaro Teixeira
Lopes, José C. Vieira, Nancy Harper, António Rosado, Pedro Burmester, Carlos Cebro, entre outros, e uma Acção de Formação sobre “A Aprendizagem de Música pelas Crianças”, orientada por Francisco Cardoso. Leccionou nas Academias de Música de S. João da Madeira, Santa Maria da Feira, e
Conservatório de Música de Fornos. Desde 2000 lecciona a disciplina de Piano na Academia de Música de Espinho tendo sido, de 2005 a 2008, membro do Conselho Directivo e Delegada do Grupo de Piano da referida instituição. Actualmente lecciona Piano na Academia de Música de Espinho e Academia de
Música de Oliveira de Azeméis.



Feitas as apresentações, submetemos à vossa atenção as nossas ideias, para melhor esclarecimento dos princípios que defendemos, condensados na divisa
UNIR Professores, Alunos e Pais na ACADEMIA.

UNIR


Um centro de difusão de Cultura Musical, com a respeitabilidade dos 50 anos da Academia de Música de Espinho, deve ser um local agradável e inspirador, onde docentes/músicos convivem e dialogam na riqueza da sua actividade artístico-pedagógica, cumprindo com entusiasmo e competência a sua missão de escola e de agente musical na Cidade, no Concelho, na Região e no País. Para que de facto assim seja, é decisivo dignificar o Corpo Docente e pacificar a vida da Academia.

Na verdade, esta candidatura assenta na convicção de que a qualidade do serviço que prestamos aos nossos Alunos, a todos os Associados e à Comunidade tem de ser defendida e acarinhada. Com o vosso apoio, temos razões para acreditar que esse desafio vale a pena. É por isso muito importante travar a degradação das condições de trabalho e das relações humanas na nossa escola, e elevar a competência e a sensibilidade musical e didáctica da sua direcção, em detrimento de uma gestão mais impessoal e burocrática. Parece-nos que só desse modo respeitaremos o património artístico, pedagógico e afectivo da Academia, pacientemente construído a partir de sucessos e de dificuldades, partilhados por gerações de professores.

Esse património afectivo não é compatível com práticas que se têm acentuado nos últimos anos. Disso dão conta factos que, infelizmente, falam por si. Uns são mais conhecidos do que outros. Por isso resumimo-los no ponto seguinte, para que se possa fazer um juízo informado sobre a nossa candidatura.
O património afectivo de uma escola é o aspecto central da sua coesão. É ao ambiente saudável de partilha que uma escola vai buscar ânimo para enfrentar dificuldades, e entusiasmo para realizar novas ideias. Por isso, romper com esse património, introduzindo práticas baseadas no conflito, compromete a coesão da nossa escola. Para bem dos nossos alunos, os professores precisam de ser acarinhados.

Mas a coesão da nossa escola não se faz apenas com aqueles que nela trabalham – faz-se também com a comunidade que a procura e a que presta um serviço valioso. Daí que a comunicação com os pais deva ser melhorada. Precisamos de uma direcção que consulte os pais e considere seriamente os problemas que apresentam. Para isso, é muito importante que sejam estabelecidas formas regulares de comunicação entre a direcção da escola e os pais. Teremos assim pais presentes na vida da nossa escola, mas também pais sensibilizados para as características especiais do ensino da música.

Se, para bem dos nossos alunos, os professores precisam de ser acarinhados, é igualmente verdade que os pais precisam de ser ouvidos e esclarecidos. UNIR é a ideia que nos move.

VALEU A PENA!

1 - Defender, no ano passado, que uma hora tem 60 minutos – como pagamento e como contagem de tempo de serviço, cláusula expressa no Contrato Colectivo de Trabalho (CCT);
2 - Defender, este ano, que dos 60 minutos, 15 são destinados a actividade não lectiva e/ou intervalo para os professores de instrumento (no CCT);
3 - Defender que professores de piano não podem ser obrigados a fazer acompanhamentos no período não lectivo, mesmo sendo objecto de processos disciplinares a escassas semanas das eleições;
4 - Defender que a estabilidade e qualidade do trabalho de uma escola são conseguidas através do normal funcionamento dos seus mecanismos democráticos, pelo diálogo e pelo respeito entre as diferentes opiniões, e não pela recusa dilatória de convocação do Conselho Pedagógico para discussão e  deliberação sobre a actividade do Conselho Directivo que elegeu, mesmo suportando humilhações e incompreensões, cada vez que se queria simplesmente exprimir uma opinião.
5 - Conseguir formar esta lista, num ambiente de grandes dificuldades para a normal expressão democrática de uma alternativa.


A justeza dos pontos 1, 2 e 3 foi consignada pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), pela Agência Nacional para a Qualificação (ANQ) e pela DREN. Seguem em anexo cartas da ANQ (sobre Plano de Estudos e Acompanhamento) e da ACT (Plano de Estudos) que corroboram a posição
dos professores.
O arquivamento dos processos disciplinares, movidos a três professores de piano que recusaram fazer acompanhamentos fora do seu horário lectivo, resultou de reunião dos Corpos Sociais da Academia e consequente intervenção do Presidente da Assembleia-Geral, e, não menos importante, de um abaixo-
assinado de pais de alunos dos três professores em causa, reconhecendo a sua competência e dedicação.

ANEXOS:
ACT - Autoridade para as Condições de Trabalho - Clique aqui
ANQ - Agência Nacional para a Qualificação - Acompanhamentos - Clique aqui
ANQ - Agência Nacional para a Qualificação - Plano de estudos - Clique aqui

FAUSTO NEVES – declaração de disponibilidade

Caros Amigos e Colegas,
Iniciei o meu percurso na Academia com 3 anos, aquando da sua fundação por meu pai, o professor Mário Neves, seu primeiro director. Fui aluno do seu Jardim-Escola – o primeiro em Espinho, por onde centenas de Espinhenses passaram –, para além das classes de Música, de Ballet e, mais tarde, de línguas (Francês, Inglês e Alemão).
Testemunhei o entusiasmo e o desprendimento com que os meus pais se devotaram à tarefa de fazer crescer este projecto – pioneiro no início dos anos 60 –, multiplicados por muitos e muitos docentes que deram o melhor das suas vidas para o progresso da Escola.
Os primeiros concertos a que assisti foram no velho salão da Academia, repleto de entusiastas que acorriam às apresentações dos seus primeiros professores. O mesmo salão onde mais tarde toquei nas primeiras audições e primeiro recital. Arrancaram depois as primeiras edições do Festival de Música, a recepção a concertos apoiados pela Pro-Arte de Lisboa, pelo Instituto Alemão do Porto, a Orquestra e o Ballet da Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto.
Nestes 50 anos de vida a Academia soube granjear prestígio em Espinho, na Região e no País. Muitos são os profissionais que aqui iniciaram os seus estudos, milhares e milhares de cidadãos ficaram ligados à Música pela sua passagem pela Academia, escola que participou no restrito grupo de trabalho que, em negociação com o Ministério da Educação, conseguiu obter os primeiros contratos-programa de apoio às escolas de Música.
Em 1983, a convite de meu pai – que se retirava então do cargo de Director – e de regresso a Portugal, fiz parte do seu primeiro Conselho Directivo, que discutiu o futuro da escola com os seus professores, a estruturou como associação, refez estatutos, lançou novos programas curriculares. Foi na Academia que se realizaram as primeiras avaliações a cada ano lectivo e no final de cada
semestre, sistema inovador na altura. Relançou-se o Festival de Música, acompanhado de Cursos de Música de Verão (que, para além de grandes músicos, recebeu o 1o curso prático de Pedagogia do Instrumento que se fez em Portugal) englobou-se nele novos géneros de espectáculo, diversificaram-se os espaços da Cidade que o receberam.
Apesar da variada actividade que fui chamado a exercer noutras escolas, tentei manter a minha ligação à Academia, em regime de acumulação, o que me permitiu a docência, várias passagens pelo Conselho Directivo, estar na equipa de fundação da Escola Profissional de Espinho (1990) e assistir à doação, pela Câmara Municipal, de um terreno para a construção das novas instalações, que se inauguraram há pouco tempo.
Nos últimos anos afastei-me da docência da Academia e da direcção da Escola Profissional por divergências com a sua direcção – nomeadamente com o seu Presidente do Conselho Directivo – crendo, erradamente, que seria o melhor para a Escola. Permaneci apenas como docente da Escola Profissional e mantive o meu cargo de Vice-presidente da Assembleia-Geral da associação.
Neste momento muito difícil e perigoso para a Academia, não posso alhear-me do que se vem passando na escola, no que respeita às relações entre a Direcção e os Professores – que contrariam todo o espírito colegial com que a escola sempre foi gerida –, e ao abaixamento de qualidade das actividades pedagógicas, por falta de competência artística e pedagógica da direcção. Para a incredulidade de quem conheceu até há bem pouco a Academia, a perseguição e o consequente medo instalaram-se na escola.
Apoiei, no ano passado, os docentes que me alertaram para esta situação. Este ano, solicitei ao Presidente da Assembleia Geral da Academia uma reunião urgente dos corpos sociais para tentar resolver o caso dos três processos disciplinares, na sequência da qual se deu a intervenção directa do Presidente da Assembleia-Geral junto do Conselho Directivo. Tomei conhecimento também de um abaixo-assinado de pais de alunos dos professores visados, testemunhando a sua competência e seriedade.
É neste quadro que venho manifestar a todos os docentes a minha disponibilidade e honra para integrar a equipa proposta pela lista A, a tempo inteiro e responsabilizando-me pela sua Direcção Pedagógica.
Julgo dever esta minha decisão à Academia. Que tanto me deu. E à memória de todos os que por ela deram o seu melhor.
Da sua utilidade saberão julgar os amigos e colegas do Corpo Docente.

Fausto Neves

Pianista, diplomado pelo Conservatório do Porto, “Prix de Virtuosité” do Conservatório de Genève, estudos na Universidade Laval (Canadá).
Professor auxiliar convidado na Universidade de Aveiro, professor na Escola Profissional de Espinho. 
Experiência docente: professor nos Conservatórios de Música de Genève e de Sion (Suíça), Academia de Música de Espinho, Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo.
Cargos ocupados: director e membro dos conselhos pedagógico e científico da ESMAE; programador da Porto 2001/Casa da Música, responsável pelo seu Serviço Educativo; membro da Direcção da RESEO (Rede Europeia
de Serviços Educativos em Ópera).
Dirige o Coro “Amigos da Academia” desde 2001.

Programa da Lista A /U

PROGRAMA
UNIR Professores, alunos e pais na ACADEMIA

a) Democratizar, desburocratizar, viver a Academia

- Incentivo e aperfeiçoamento da vida democrática na Escola: participação de professores, alunos e pais nas decisões da Escola e da Associação.

- Revisão urgente dos Estatutos da Associação “Academia de Música de Espinho”, de modo a garantir, nomeadamente, a qualidade de sócio dos professores e o funcionamento democrático de todos os seus órgãos.

- Relações com o Ministério da Educação / DREN pautadas pelo diálogo, discussão e adaptação das directivas legais para uma escola de Música, nomeadamente da Avaliação de Desempenho e do preenchimento dos períodos não lectivos dos docentes.

- Dignificação e compatibilização das actividades docente e artística dos professores, com vantagens
mútuas para a escola e para os docentes.

- Proporcionar ao Corpo Docente acções de formação, assim como incentivar a sua apresentação
musical no âmbito da Escola, a solo ou em Música de Câmara.

- Cumprimento escrupuloso do Contrato Colectivo de Trabalho e compromisso de máxima transparência em qualquer dificuldade na gestão financeira da Academia, na actual conjuntura desfavorável para as escolas de Música.

- Aproximação progressiva dos professores da EPME ao estatuto dos professores da AME.

- Incentivo à criação das Associações de Professores, de Alunos e de Pais da AME/EPME.

- Promover o Dia da Academia: confraternização de professores, alunos e pais no final do ano (passeio/piquenique/etc.), com momentos musicais.

- Fazer da Academia um lugar de reflexão e debate nacional acerca dos problemas do Ensino da
Música.

b) Projecto Pedagógico

- Sólido Projecto Educativo Musical e Artístico, assente nos pilares Formação Musical para Todos, Formação Musical / Instrumental Vocacional e Ligação e Serviço à Comunidade (Cidade, Concelho, Região).

- Garantia de qualidade de todas as disciplinas e actividades leccionadas, em todos os níveis, com a duração e conteúdos adequados.

- Aproximação entre as classes da Academia de Música e da Escola Profissional, com as óbvias vantagens didácticas e motivacionais do ensino vertical.

- Protecção e melhoria das condições curriculares e logísticas dos alunos do Ensino Vocacional, nomeadamente dos níveis Secundário e Profissional; racionalização e multiplicação dos espaços existentes para estudo instrumental; condições de excelência para elevação do seu nível terminal; criação de cursos de especialização instrumental.

- Promoção de Projectos Educativos, baseados em produções de obras corais-sinfónicas e óperas infantis de qualidade, expressamente dedicadas à Infância e à Juventude, coordenando as classes de Iniciação e dos níveis Básico, Secundário e Profissional, assim como as estruturas escolares concelhias; desenvolvimentos interdisciplinares dos projectos a realizar com as escolas do Concelho.

- Criação da Escola de Pais: conjunto de projectos educativos de sensibilização dos associados/encarregados de educação para as características e exigências da prática musical dos seus filhos; promoção da cultura musical (frequência do Coro “Amigos da Academia”, preparação de público para concertos, conferências temáticas, audições comentadas, etc.).

- Desenvolvimento da Actividade Coral, interacção dos coros da Academia, da Escola Profissional e “Amigos da Academia”.

- Melhorar as condições acústicas da Academia, proteger as zonas de silêncio, criar locais de convívio, melhorar e alargar o parque instrumental e os equipamentos.

- Equipar o palco da Sala ”Mário Neves, dignificar provas de avaliação, audições de classe e de Escola, assim como concursos internos.

- Alargar o funcionamento da Academia para horários nocturnos, possibilitando novas actividades em horário pós laboral e horários suplementares de estudo, ensaios, etc.

- Melhorar a eficácia do funcionamento e manutenção da Biblioteca, dinamizar actividades próprias, nomeadamente em colaboração com a Biblioteca Municipal “José Marmelo e Silva”.

c) Relação Academia / Comunidade

- Relacionamento institucional apartidário com todos os órgãos de natureza política.

- Fortalecer e redefinir as características próprias do Festival de Música, do Festival Júnior e da programação do Auditório, aumentando as respectivas ligações à Escola.

- Elaborar projectos educativos para a Formação de Públicos.

- Desenvolver a Orquestra Clássica de Espinho, equilibrando as suas características académicas com as semi-profissionais.

- Desenvolvimento e diversificação do funcionamento em rede da programação do Auditório.

- Alargamento dos Projectos Educativos à Comunidade (Lar da Terceira Idade, Hospital, escolas, zonas socialmente carenciadas).

- Concerto ao ar livre na Alameda 8, devidamente dimensionado e programado para o efeito, assim como noutros espaços da Cidade e do Concelho.